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sexta-feira, 30 de março de 2012

O Império de Oyó


Oyó

Para entender de qual Oyó nos referimos quando falamos nesse nome é necessário termos uma ideia histórico- geográfica da nação ioruba.

Há umas cinco designações para Oyó.
É frequente fazer confusão a esse respeito, por não conhecermos a África e sua história.

1- O Império de Oyó:

O antigo império que abrangia partes da atual Nigéria e do Benim.
Oyó estabeleceu-se no século quinze d.C. e expandiu-se de tal forma que acabou tornando-se um dos maiores estados do oeste africano que os colonizadores encontraram ao chegar nesse continente.
Cresceu em superioridade devido ao comercio e pela posse de uma poderosa cavalaria.
Era um dos estados politicamente mais importantes dessa região desde a metade do século dezessete até o fim do século dezoito, tendo influencia sobre outros reinos iorubas. (os reinos da Nigéria, Benim e Togo), além de outros como reino Fon do Daomé (atual Benim).

2- O Estado de Oyó

Oyo é um estado do sudoeste da Nigéria, criado a 3 de fevereiro de 1976.
O seu nome é uma homenagem ao Império de Oyó.
Faz fronteira ao norte com o Estado de Kwara, ao leste com o Estado de Osun, e ao sul com o Estado de Ogun e parte com o Benim.
Sua capital é a cidade de Ibadan.

3- A cidade de Oyó

Fundada pelo Alaafin Eguguojo durante o século dezenove.
É conhecida como Nova Oyó ou Oyó Igboho, desde sua fundação em 1830, após uma prolongada guerra contra os Nupes e por conflitos internos.
Antes do estabelecimento da nova capital, seu avô empreendeu uma odisseia para escapar da animosidade dos oficiais do palácio.
A atual cidade de Oyó é apenas uma sombra daquilo que foi a velha Oyó.
É apenas uma criação para simbolizar a memória da velha capital.
O palácio do Alaafin é um dos atrativos dessa cidade.
Ele ainda reside nesse local.

4- Oyó-Ile , a velha Oyó

A velha Oyó ou Katunga foi a capital do até ser totalmente destruída pelos fulanis em 1830.
Os fulanis são hauçás, de origem muçulmana, e, portanto adeptos da jihad, guerra santa.
As suas ruinas ainda podem ser vistas no parque nacional da Velha Oyó, ao norte da atual capital.
As cidades mais próximas desse local são Igboho a capital, Saki, Iseyin, Sepeteri, Tede e Igbeti.

5- Oyó, uma cidade no Congo

Fora da Nigéria ainda existe outra cidade com esse nome, mas já não pertence à nação ioruba.
É uma cidade da República do Congo, banhada pelo rio Alima.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O Império de Oyó

Oyó foi um Império Africano que prosperou em meados do ultimo milênio, com sua capital em Oyo Ilê, (conhecida por Katunga ou Antiga Oyo).
De acordo com a tradição oral, Oyó originou-se de um grande herói ancestral ioruba, Oduduwa, que veio do leste para estabelecer-se em Ile-Ife, e cujo filho tornou-se o primeiro Alaafin, governante de Oyó. 
As evidências linguísticas sugerem que houveram duas ondas de imigrantes no território ioruba, entre os anos 700 e 1000 DC.
A segunda leva instalou-se em Oyó na savana ao norte da floresta da Guiné.
Esse estado tornou-se proeminente entre os demais estados iorubas, devido a sua situação estratégica favorável ao comercio, seus recursos naturais e a industriosidade de seus habitantes.
No principio do século XVI Oyó ainda era um estado pequeno, e sem poder diante dos povos vizinhos Borgu e Nupe, pelos quais foi conquistado em 1550.
Durante o reinado do Alaafin Eguguojo no sec. 16, a capital mudou de Oyó Ile para Oyó Igboho (Nova Oyó), como resultado de uma longa batalha com o Nupes e por causa de guerras internas. 
Antes disso seu avô já havia experimentado o auto exilio para escapar da fúria dos seus oficiais palacianos.
O poder de Oyó foi aumentando no final do século 16, graças ao Alaafin Orompoto, que usou os recursos provenientes do comercio, para criar uma cavalaria militar, e manter esse exercito treinado.
Alcançou sua proeminência devido ao comércio e sua poderosa cavalaria, tornando-se o Império de Oyó.
Tornou-se o mais importante Estado ioruba, em meados do Século XVII e final do Século XVIII, evoluindo de cidade-estado para império. 
Chegou a dominar os Estados iorubas mais fracos, e também o reino fon do Daomé, localizado no que é hoje a república do Benin.
Oyó subjugou o reino do Daomé a oeste em duas etapas, (1724–30, 1738–48), e negociou com os comerciantes europeus estabelecidos na costa, através do porto Ajase (Porto Novo).
Conforme Oyó enriquecia, seus lideres começaram a se desentender.
Alguns desejavam acumular a riqueza, enquanto os outros queriam aplica-la na expansão territorial.
Essa diferença só veio a ser resolvida quando o seu sucessor, Alaafin Abiodun (reinou de1770–89 DC.) conquistou seus oponentes numa amarga guerra civil e instituiu uma politica de desenvolvimento econômico, baseada no comercio com os mercadores europeus.
A obsessão de Abiodun pela politica econômica em detrimento do resto enfraqueceu o seu exercito, e com isso os meios que dispunham para manter o controle do governo central.
Seu sucessor, o Alaafin Awole, herdou as revoltas locais, uma administração tenuamente mantida apenas por um sistema complexo de serviços publicos e o declínio do poder dos chefes tributários.
O declínio foi exacerbado por disputas entre o Alaafin e seus conselheiros, que continuaram através do século 18 ate o 19, quando Oyó começou a perder o controle de suas rotas de comercio na costa.
Em 1796 Afonjá, o Aare Ona Kakanfo (chefe supremo das forças armadas) comanda uma revolta em Ilorin contra Awole, o Àláàfin (rei) de Oyó.
Esta revolta, que levou à separação de Ilorin do reino de Oyó, marcou o começo da desintegração do Império. 
Seguindo o exemplo, outros Estados vassalos começaram revoltar-se. 
No ano de 1830 a cidade de Nova Oyó foi declarada a sede do Alaafin (líder politico do povo Ioruba), pelo Alaafin Atiba.
Em meados do século 19, Nova Oyó se se aliou a Ibadan, para lutar contra as guerras civis.
A estas lutas seguiu-se a invasão das forças daomeanas em 1887.
Visando garantir a adesão dos hauçás e fulanis do norte, Afonjá recorreu à ajuda de Alim al-Salih, um muçulmano.
A estratégia não funcionou, levando eventualmente à destruição de Oyó Ilê pelos fulani em 1835, e consequentemente, a extinção do Império de Oyó.
Oyó acabou sendo invadida pelo povo Fon do Daomé, e em logo apos 1800 foi capturado por militantes muçulmanos, os Fulanis do império Hauçá a nordeste.
A antiga capital do império de Oyó foi completamente arrasada pelos conquistadores fulanis.


O parque nacional de Oyó Ile


O parque contém as ruinas da cidade de Oyó, capital do império dos iorubas e totalmente destruída no século 18 pelos guerreiros Ilorin e os Fulani/Hauçá. na tentativa frustrada do Alaafin combater seus chefes aliando-se aos Fulani, muçulmanos.
As duas construções mais importantes em Oyó Ile eram o palácio do Alaafin e o mercado.
O palácio ficava no centro da cidade perto do mercado real conhecido por Oja-oba, ostentando o poderio do rei de Oyó.
Ao redor da capital havia uma muralha de taipa para a defesa, com dezessete portões.

sábado, 27 de novembro de 2010

O Império de Oyó


Império de Oyo

O Império de Oyo Yoruba (c. 1400 - 1835) foi um império da
África Ocidental onde é hoje a Nigéria ocidental. O império foi criado pelos Yoruba, no século XV e cresceu para se tornar um dos maiores estados do Oeste africano encontradas pelos exploradores coloniais. Aumentou a preeminência da riqueza adquirida através do comércio e da sua posse de uma poderosa cavalaria. O império de Oyo foi o estado mais importante politicamente na região de meados século XVII ao final do século XVIII, dominando não só outras monarquias Yoruba nos dias atuais Nigéria, República do Benim, e Togo, mas também outras monarquias africanas, sendo a mais notável o reino Fon do Dahomey localizado no que é hoje a República do Benim).

Origem

O segundo príncipe do Reino Yoruba de Ile-Ife também conhecida como Oranyan, o primeiro Oba (rei), de Oyo, foi sucedido pelo Oba Ajaka, Alaafin de Oyo. Este Oba foi deposto, porque ele era desprovido da força militar Yoruba e permitiu demasiada independência a seus sub-chefes. A liderança foi então conferida ao irmão de Ajaka, Sango (também escrito como Shango, também conhecido em várias partes do mundo como

Oyo-Ile

conhecida como Katunga ou Velho Oyo ou Oyo-oro). As duas estruturas mais importantes em Oyo-Ile foram o 'afin' ou o palácio do Oba e o seu mercado. O palácio esteve no centro da cidade perto do mercado do Oba chamado 'Oja-oba'. Ao redor da capital havia uma alta muralha feita de terra para defesa, com 17 portas. A importância das duas grandes estruturas (o palácio e o Oja Oba) significou a importância do rei em Oyo.

Ocupação Nupe

Oyo cresceu com uma força interior formidável, até o final do século 14. Durante mais de um século, o estado Yoruba tinha se expandido à custa dos seus vizinhos. Depois, durante o reinado de Onigbogi, Oyo sofreu derrotas militares nas mãos dos Nupes conduzidos por Tsoede. Por volta 1535, os
Nupes ocuparam Oyo e forçaram sua sentença da dinastia refugiar-se no reino de Borgu. Os Nupes continuaram saqueando a capital, destruindo Oyo como uma potência regional até o início do século 17.

Período imperial


Oyo atravessou um interregnum de 80 anos como uma dinastia exilada depois da sua derrota pelos Nupes. Oyo reemergiu então, mais centralizado e expansivo do que nunca. Não estariam satisfeitos simplesmente com a retomada de Oyo, mas com o estabelecimento do seu poder ao longo de um vasto império. Durante o século 17 Oyo começou um longo intervalo de crescimento, tornando-se um grande império. Oyo nunca abrangeu todos os povos de língua yoruba, mas ele foi, de longe, o mais populoso reino na História Yoruba.

Reconquista e expansão


 
A chave para a reconquista Yoruba de Oyo seria uns militares mais fortes e um governo mais centralizado. Adotando um exemplo de seus inimigos Tapa ou Nupe, o Yoruba rearmou-se não só com armadura mas com cavalaria. Oba Ofinran, Alaafin de Oyo, conseguiu recuperar a Oyo original do território dos Nupe. Uma nova capital, Oyo-Igboho, foi construída, e a original ficou conhecida como Old Oyo (Velha Oyo). O próximo Oba, Egonoju, conquistou quase todos de Yorubaland (Território Yoruba).
Depois disto, Oba
Orompoto conduziu ataques destrutivos a Nupe para garantir que Oyo nunca fosse ameaçado por eles novamente. Durante o reinado de Oba Ajiboyede foi o primeiro Bere festival, um evento que conservaria muita significação entre os Yoruba depois da queda de Oyo. E foi com o seu sucessor, Abipa, que os Yoruba foram finalmente obrigados a repovoar Oyo-Ile e de reconstruir a capital original. Apesar de uma tentativa falha de conquistar o Império de Benin no passado entre 1578 e 1608, Oyo continuou a expandir-se. Os Yoruba deram autonomia ao sudeste da metropolitana Oyo onde as áreas dos não-Yoruba poderiam funcionar como um divisor entre Oyo e Benin Imperial. Até o final do século 16, os estados Ewe e Aja da moderna Benin foram pagadores de tributo à Oyo.

 As guerras Dahomey

O revigorado Império de Oyo começou incursões em direção ao sul, em meados de 1682. Até o final de sua expansão militar, as fronteiras de Oyo atingiriam aproximadamente 200 milhas para o litoral sudoeste da sua capital. Encontrou muito pouca oposição séria, depois do seu fracasso contra o Benin, até o início do século 18. Em 1728, o Império de Oyo invadiu o
Reino de Dahomey em uma grande e amarga campanha. A força que invadiu Dahomey foi inteiramente composta de cavalaria. Dahomey, por outro lado, não possuía cavalaria, mas muitas armas de fogo. Essas armas de fogo se revelaram eficazes assustando os cavalos da cavalaria de Oyo e impediu-lhes a carga. O exército de Dahomey também construiu fortificações como trincheiras, que forçaram o exército de Oyo a lutar como infantaria. A batalha durou quatro dias, mas os Yoruba foram consequentemente vitoriosos depois que os seus reforços chegaram. Dahomey foi obrigado a pagar tributo para Oyo depois da vitória muito desputada. Este não seria o combate final, contudo, e os Yoruba invadiriam o Dahomey um total de sete vezes antes de que a pequena monarquia fosse totalmente subjugada em 1748.
Xangô, Chango, Nago Shango e Jakuta) que mais tarde foi divinizado como a deidade dos trovões e relâmpagos. Ajaka foi reabilitado após a morte de Sango. Ajaka retornou ao trono pronto para a luta e profundamente tirano. Seu sucessor, Kori, conseguiu conquistar o resto do que mais tarde os historiadores referem-se como Oyo metropolitana.
Ifé, Oranyan (também conhecido como Oranmiyan), fez um acordo com o irmão de lançar uma incursão punitiva sobre os seus vizinhos do norte por insultar seu pai Oba (rei) Oduduwa, o primeiro Ooni de Ifé. No caminho para a batalha, os irmãos brigaram e o exército foi dividido. A tropa de Oranyan não era suficientemente grande para fazer um ataque com êxito, então eles vagaram a costa sul até chegar Bussa. Foi lá que o chefe local recepcionou-o e forneceu-lhe uma grande serpente com um encanto mágico amarrado à sua garganta. O chefe orientou Oranyan para acompanhar a cobra até que ela pare em algum lugar por sete dias e desapareça no solo. Oranyan seguiu os conselhos e fundou Oyo onde a serpente parou. O local é lembrado como Ajaka. Oranyan fez de Oyo seu novo reino e tornou-se o primeiro 'oba' (significando 'Rei' ou 'Imperador' na língua yoruba) com o título de 'Alaafin de Oyo' (Alaafin significa 'dono do palácio' em Yoruba), deixando todos os seus tesouros em Ife e permitindo que um outro rei chamado Adimu reinasse ali.