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domingo, 22 de janeiro de 2012

Palha da costa, Igí-Ògòrò, Palmeira de Ráfia

Tipo de palha feita da rafia africana, conhecida nos cultos nagôs pelo nome de Iko.
É proveniente da Costa ocidental africana, conhecida por Golfo da Guiné.
É obtida das folhas tenras de uma palmeira palmas cujo nome científico é raphia vinifera. As fibras devem ser extraídas dos talos da palmeira quando novas e erguidas, antes de se abrirem e se curvar.
O iko é a fibra da ráfia obtida de palmas novas de igui-ogor ou Raphia Vinifera. Extraída do Igí-Ògòrò, a "palha da costa”, elemento de grande significado ritualístico, principalmente em ritos ligados a morte e o sobrenatural, sua presença indica que algo deve ficar oculto.
A palha da costa, tendo sua origem na palmeira, ganha o simbolismo universal de ascensão, de regenerescência e da certeza da imortalidade da alma e da ressurreição dos mortos. É um símbolo da alma.
Além de proteger a vulnerabilidade do iniciado, sua utilização também é reservada aos deuses ancestrais, numa reafirmação de sua ancestralidade, eternização e transcendência.
No Brasil, recebe o nome de Jupati.
A palmeira é considerada a "esteira da Terra". Usa-se trançada em diferentes artefatos litúrgicos.
Nos cultos afro-brasileiros, o emprego dessa ráfia é tão importante, em virtude da profunda simbologia que lhe é atribuída, que foi impossível adaptar ou transferir seu uso a produtos locais similares, como outros elementos rituais foram adaptados.
É por esse motivo que sua importação persiste até hoje, não admitindo substitutos nativos.
O iko é um material de grande significado ritual. Participa de quase todos os ritos ligados à morte e a ancestralidade.
Por isso é indispensável em todas as situações em que se maneja com o sobrenatural e cuidados especiais devem ser tomados.

Jupati

Jupati sm (tupi iupatí) Palmeira acaule (Raphia taedigera), ou de tronco de apenas dois metros.
Não confundir com "rafia", outra fibra, veja:
Raphia (malgaxe rafia, raofia).
Gênero de palmeiras da família das palmáceas, nativas da África e da América do Sul, de grandes folhas pinuladas, que figuram entre as maiores do mundo, inflorescências espiciformes, e frutos escamosos.
Qualquer espécie desse gênero como, p. ex., a Raphia taedigera (v. jupati), a R. vinifera, que habita a África e cuja inflorescência fornece o vinho-de-palma, e a R. ruffia, de grande importância econômica pela fibra fornecida pelos seus pecíolos.

Vinho de Palma

Essa palmeira também propicia uma bebida culturalmente importante. O Vinho de palma. É obtida pela extração de uma seiva coletada na parte superior da palmeira e recolhida num recipiente.
Diferentemente da palmeira do dendê, esse processo mata a planta.
Tanto a seiva da rafia quanto o óleo de palma do dendezeiro, recebem fermentação por alguns dias.
Quando colhida, a seiva é doce ligeiramente carbonatada. Conforme envelhece, o açúcar converte-se em álcool tornando-se vinho.
O vinho da palmeira de rafia tende a ser sempre mais doce que o azeite.
E ambos os extratos dessas duas palmeiras, podem ser destilados em fortes licores, tradicionalmente oferecidos aos espíritos e convidados.
O vinho de palma é conhecido em varias sociedades, como na província de Bohol nas Filipinas, na de Nso no Camerun, entre os povos Igbo e Ibibio/Annang ao sudoeste da Nigéria e entre os Ioruba além de varias outras nações do oeste africano.