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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Sabão da Costa ... da Costa ... da África

Por volta do início do século XVI (1501), navegadores iberos, senhores dos sete mares, passaram a designar toda a Costa Atlântica Africana e seu interior imediato como Costa e o que dali procedesse como da Costa.
A Costa Índica leva o nome de Contra-Costa.
Segundo relatos da época, de Cronistas e Viajantes portugueses, o sabão da Costa era importado pelo Brasil desde pouco depois de 1620.
Originário das localidades que ficam na faixa entre Gana e Camarões, e principalmente da Nigéria, da República do Benim e do Togo.
Seu nome varia Anago ou Alata, porém o mais comum é Ose Dudu falado pelos povos Iorubas da Nigéria, Benin e do Togo. Esse nome significa literalmente (Ose) sabão e (Dudu) preto.
É geralmente produzido na África ocidental principalmente em Gana e na Nigéria.
Esse sabão tem sido usado através dos tempos por toda África para uso litúrgico em purificações espirituais. Na diáspora era muito procurado pelos escravos e libertos.
Há praticamente 400 anos, Brasil importava um sabão da costa da África, conforme relatos de cronistas e viajantes da época.
A cor preta é derivada da queima e cocção de vários componentes. Cada região tem sua fórmula própria passada de mão em mão por várias gerações.
Folhas e cortiças de várias árvores e plantas, tais como a casca das bananeiras e outras árvores, grãos de cacau, são secas ao sol e torradas até obter-se a cinza.
A cinza é misturada na água, e o liquido é coado.
Para fazer o sabão são adicionados óleos como manteiga de Karitê, óleos de côco, de palmeira, manteiga de cacau e kernel que é o óleo de Palmiste bruto extraído do dendezeiro.