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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Legba, o ardiloso divino


Tradição religiosa do povo Fon

Legba é o sétimo filho de Mawu, a divindade da criação, uma das principais figuras do panteão Fon.
É o linguista, o ardiloso divino.
Guardião dos templos, das casas, das cidades e das pessoas, o vodun Legbá dos Ewe-Fons (Benin/Togo), serve também de intermediário entre os homens e os deuses.
Por essa razão é que nada se faz sem ele e sem que primeiramente lhe sejam feitas oferendas, para neutralizar suas tendências a provocar mal entendidos entre os seres humanos e suas relações com os deuses entre si.
A ele são oferecidos bodes e galos, de preferencia pretos, e pratos cozidos em azeite-de-dendê.
Com personalidade ambivalente, Legbá possui seu lado bom e, se tratado com consideração, reage favoravelmente mostrando-se serviçal e prestativo.
Seu caráter é irascível, é astucioso, grosseiro, vaidoso e erótico.
A tal ponto que os missionários cristãos, assustados com essas características, compararam-no com o diabo.
Legba possui um aspecto eminentemente fálico, e seus iniciados, os Legbasi, transportam os fetiches de Legba compostos de uma complexa parafernália onde predominam cabaças e pequenas esculturas fálicas, para onde quer que for.
Vestem uma saieta de ráfia tingida de roxo e carregam um falo esculpido madeira (ogo), que nas festas públicas gostam de esfregar no nariz dos turistas.
Legba pode ser encontrado em todos os templos, pois é ele quem abre o caminho para os demais voduns poderem atuar.

O Agbo Legba, guardião dos templos, das aldeias e casas particulares, representado na forma de um montículo de barro de onde sai um enorme falo ereto, é uma entidade eminentemente coletiva.
O Assi-Legba ou Legbayonu é cultuado para proteger as mulheres e as crianças da comunidade.
Segundo os Fons a mulher de Legba, é Awovi, cujo nome significa filha do engano e simboliza os acidentes.
É caracterizado por uma estatueta de barro de aspecto feminino, sem cabeça e com os olhos no lugar dos seios e boca na altura da vagina, normalmente maior do que a representação de Legba.
Minona, a forma divinizada dos poderes mágicos atribuído às mulheres e Ayizan também são consideradas ora esposas, ora mães de Legba.
O vodum Legbá é representado por um montículo de terra , em forma de homem acocorado, com um enorme falo de madeira
O Legba dos fon não pode ser plenamente relacionado com o Exu dos iorubás.
Para estes , exu pode ser mais vil, um ser malevolente, que delicia-se com as contradições e num plano mais contido com sexo.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Legba, o senhor dos caminhos

Legba, a quem os iorubas chamam de exu, é um vodu muito popular entre os Fon.
É o guardião das portas que separam o mundo dos humanos do mundo dos espíritos.
É encontrado nos cruzamentos das estradas, no centro dos mercados, na entrada das cidades, e nas portas das casas.
Esse protetor é frequentemente representado por um monte de terra endurecida e com dois búzios no lugar dos olhos.
Seu sexo é fabricado em madeira e tem dimensões exageradamente grandes.
Sua amizade pode ser conquistada com oferendas de azeite de palma ou galos e galinhas sacrificadas.
Entre os Fons e os Ewês, Legba possui um aspecto eminentemente fálico. Seus iniciados, os Legbasi, transportam os sacra de Legba (assentamento), composto de uma complexa parafernália onde predominam cabaças e pequenas esculturas fálicas, para onde quer que forem e vestem uma saieta de ráfia tingida de roxo.
Carregam ainda um falo esculpido madeira (ogó), que nas festas públicas gostam de esfregar no nariz dos turistas.
Legba pode ser encontrado em todos os templos, pois é ele quem abre o caminho para os demais vodus poderem atuar.
O Legba guardião dos templos, das aldeias e casas particulares, montado na forma de um montículo de barro de onde sai um enorme falo ereto, é eminentemente uma entidade coletiva (Agbo-Legba), mas se conhece ainda um Legba feminino (Assi-Legba ou Legbayonu) que é montado e cultuado para proteger as mulheres e das crianças da comunidade, ainda que a mulher de Legba, segundo os Fons seja Awovi (cujo nome significa "filha do engano" e representa os acidentes), que é representada por uma estatueta de barro de aspecto feminino, sem cabeça e com os olhos no lugar dos seios e boca na altura da vagina, normalmente maior do que a representação de Legba.
Minona (representação divinizada dos poder mágico atribuído às mulheres) e Ayizan também são consideradas ora esposas, ora mães de Legba.
O vodu Legba ewê-fon é representado por um montículo de terra, em forma de homem acocorado, com um enorme falo de madeira.
O Legba dos Fons não pode ser totalmente equiparado ao Exu dos iorubas.
Exu pode ser mais perverso, malevolente, afeito a contradições, e a sexo.
Aonde houver confusão ou polêmica, lá estará ele.
Para os Fons, cujo sistema de adivinhação é muito próximo ao dos iorubas, Fá é o destino, o padrão do cotidiano, o individual e o cosmos.
Cada pessoa dispõe de seu próprio Fa, assim como cada um tem seu legba individual.
Isso porque Legba é o único deus que conhece o "alfabeto de Mawu" é enviado o deste para trazer aos indivíduos o seu Fa, pois é necessário que cada homem saiba o que Mawu determinou para sua criação.
A relação de Legba com Fa e Exu com Ifá, demonstra um conhecimento vivaz e sutil da adivinhação e do destino.
Exu traz ao mundo Ifa, por isso na bandeja do babalaô, ha imagens de exu em cada extremidade.
Entretanto isso não o torna senhor de Ifá.
Fa mantém certo domínio sobre o destino, ou espaço interior, mas a agilidade de Legba delega maestria sobre os atalhos.
Legba pode transitar conforme quiser, entrando e saindo no destino dos homens, mas nunca deixando de alargar seus caminhos.
Por conhecer todo o sistema, pode escapar, escorregando dos entraves da sorte.
O Odu de Exu é o sétimo de Ifá e o primeiro fora do jogo.
Exu esta ligado ao sistema de adivinhação porque a liberdade está ligada paradoxalmente à adivinhação, pelo fato de que os oráculos precisam ser interpretados e suas mensagens decodificadas.
E Exu torna suficientemente claros, esses códigos ambíguos e parciais.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Legba

Origens Geográficas

Legba é provavelmente originário dos iorubás da Nigéria.
Ele poderia ter sido um feiticeiro, chamado Ijebu, dos arredores de Ilê-Ifé, ou descendente do primeiro rei de Ketu, o Alaketu, ancestral do povo Egba.
Léo Frobenius, o explorador alemão que se interessou desde cedo por essa região, e considerado o descobridor da arte de Ilê Ifé, escreveu que Exu teria vindo do oeste, do sol levante de Ifé e que havia uma tendência em confundi-lo com Elegba, uma divindade fálica do sul da Nigéria.

Origens Míticas

Os mitos fornecem alguns esclarecimentos sobre o nascimento de Legba e de sua surpreendente precedência em todas as cerimônias apesar de seu lugar de soldado dentro da confraria.
Um dos mais famosos conta assim:
Mawu, o ser supremo, convocou os vodus, pois ela queria envia-los para a terra.
Legba foi o primeiro a apresentar-se, sem se preocupar de providenciar um presente, e vestindo apenas uma pluma sobre a cabeça.
Mawu ficou aborrecida e mandou ele embora.
Desgostoso, Legba desceu a Terra, sem instruções, e sem rumo.
Errou por lugares desconhecidos, sem saber o que fazer.
Pelo conhecimento que tinha das línguas de ambos os mundos, o das divindades e dos humanos, ele tirou proveito desta situação, tornando-se o seu mensageiro.
Outros mitos mostram que Legba poderia ter sido, não aquele que nasceu por ultimo, o favorito de Mawu, mas ao contrario, seu primeiro filho, uma criança deformada que teria precedido o ciclo das crianças sadias.
Quem quer que ele seja sua vinda é sempre vista sob a ótica do truque, da rapidez de espirito, da inteligência, da ordem não estabelecida e de algo que se reverte a seu proveito.
Ele se apresenta sempre roubando ou tentando roubar o lugar dos outros. É um ser que cria constrangimentos, algo marginal.

Legba

Entre os fon e os ewê, Legba possui um aspecto eminentemente fálico.
Seus iniciados, os Legbasi, transportam os fetiches de Legba, compostos de uma complexa parafernália onde predominam cabaças e pequenas esculturas fálicas, para onde quer que forem.
Eles vestem um saiote de ráfia tingida de roxo.
Costumam segurar um cetro, na forma de falo esculpido madeira (ogo), que gostam de esfregar no nariz dos turistas durante as festas públicas.
Legba pode ser encontrado em todos os templos, pois é ele quem "abre os caminhos" para que os outros vodus possam entrar.
O Legba guardião dos templos, das aldeias e casas particulares.
Seu sacrário tem a forma de um montículo de barro de onde sai um enorme falo ereto.
É uma entidade eminentemente social (Agbo-Legba).
Ha um Legba feminino (Assi-Legba ou Legbayonu) protetor das mulheres e crianças da comunidade.
E ha também a mulher de Legba chamada de Awovi (cujo nome significa "filha do engano" e representa os acidentes), representada por uma estatueta de barro, sem cabeça e com os olhos no lugar dos seios e boca na altura da vagina.
Essa figura é geralmente maior do que a de Legba.
Minona e Ayizan (representação divinizada dos poderes mágicos atribuído às mulheres), também são consideradas esposas ou mães de Legba.