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terça-feira, 13 de março de 2012

Cerâmica Tenenkun – Mali


Cerâmica tradicional africana

Pouco se sabe sobre a civilização Tenenkun (séculos 12 a 16 D.C.).
A maioria dos objetos é de cerâmica e encontrada em escavações.
São imagens e cabeças de terracota.
Esse cavalinho de cerâmica foi esculpido por artistas habilidosos na região central do Mali.
Data do século 12 DC.
No tempo da criação do Império, século XII, Mali estava no seu apogeu.
O lendário rei Sundiata ampliou o território e enriqueceu o pais.
O cavalo possuía um papel importante na defesa militar do território.
Por isso ha muitas representações desse animal na escultura malinês.
A cavalaria foi criada por volta do século XIV, com a compra de cavalos árabes, e constituída por um numero assombroso de soldados.
Sundiata Keita (ou Sundjata Keita, ou ainda Soundiata Keita) era o Imperador do Mali, nascido em 1190 em Niani (Reino Mandinga, atual Guiné) e faleceu em 1255. Filho de Naré Maghann Konaté (também conhecido Maghan Kon Fatta ou Maghan Keita) e Sogolon Djata (a mulher búfalo).
O épico de Sundjata é contado pelos griots, através da tradição oral.

A lenda

A lenda conta a história de Sundiata um pouco diferente do que realmente aconteceu, era mágica, magia e várias outras coisas. A história verdadeira foi realmente apenas uma guerra que ele venceu e virou rei.

Sundiata Keita, o príncipe leão

A História do Mali está intimamente ligada ao nome de um herói lendário: Sundiata Keita. Homem tão extraordinário que a sua vida converteu-se numa lenda. Ele, o fundador do império malinês, assentou as bases para fazer nascer nesta região africana um dos mais imponentes reinos do continente, onde floresceu o comércio com todo o seu esplendor.
A origem de Sundiata é um pouco confusa. As fontes escritas que se referem a ele são escassas. São as tradições orais que constituem a fonte genuína de documentação.
O seu nascimento dá-se em circunstâncias extraordinárias. É filho da segunda esposa do rei Naré Fa Maghan. Nasce feio, com deficiência motora e débil por volta de 1210. Com três anos ainda não sabe andar e fala mal. Diz uma tradição que uma doença incurável o impedia de caminhar.
A primeira mulher do rei, chamada Samura, nada teme com este nascimento. A sucessão do trono está garantida para o seu filho primogénito. Vive tranquila. Um príncipe incapacitado não pode ser um grande governante.
Os acontecimentos, porém, precipitam-se. Sumaoro Kantê, rei dos Sosso, ocupa o Mali e mata todos os filhos do rei Naré menos Sundiata. O menino salva a vida, porque a sua deficiência não aparenta qualquer perigo. Sumaoro lamentará por toda a vida este erro.
O príncipe Sundiata refugia-se no Gana. Converte-se num grande mago e, graças ao seu poder mágico, cura a sua enfermidade. O exílio dura muitos anos. Aprende a caçar, a lutar e a recitar os provérbios que contêm a sabedoria dos seus antepassados. Começa a recrutar um bom grupo de soldados e forma um exército.
Ele decide reconquistar o trono do seu pai e, durante o regresso à terra, passa por todos os reinos que conheceu quando ia para o exílio. Reúne mais soldados, arqueiros e cavaleiros.
O anúncio da sua chegada suscita um grande entusiasmo entre os Malineses, cujos clãs haviam formado exércitos próprios. Também estes se aglutinam à volta de Sundiata.
Conta a lenda que tanto o príncipe Sundiata como o rei Sumaoro são feiticeiros. Este último é vulnerável ao ferro e o seu animal preferido é um galo branco. Apenas um esporão de galo branco poderia destruí-lo.
Sabendo disso, Sundiata constrói um arco de madeira com um esporão branco numa das extremidades. O dia da batalha decisiva ocorre em 1235. Os adversários medem forças em Kirina.
Na véspera da batalha, cumprem o ritual de declaração de guerra:
Eu sou o inhame selvagem das rochas (planta de raiz semelhante à batata-doce). Ninguém me fará sair de Mali grita Sumaoro.
Tenho no meu acampamento sete ferreiros que te despedaçarão. Então, inhame, eu te comerei replica Sundiata.
Eu sou o musgo venenoso que faz vomitar os valentes.
Eu sou o galo voraz. O veneno não me preocupa.
Tem cuidado, Sundiata, ou queimarás o pé, porque eu sou um carvão em brasa.
Pois eu sou a chuva que apaga o fogo.
As intenções dos litigantes são manifestas. No decorrer da batalha, Sundiata armou a flecha no seu arco especial e disparou. O esporão de galo branco roçou o ombro esquerdo do rei Sumaoro. E o monarca sente que as forças lhe escapam. Foge e a sua derrota consuma-se.
O príncipe Sundiata persegue-o, mas não consegue capturá-lo. A cidade de Sosso é arrasada.
Depois da grande vitória de Kirina, o rei Sundiata estabelece a capital do reino em Niani, na atual fronteira do Mali com a Guiné-Conacri. Sela uma grande aliança com os chefes da região, para criar um grande império. É aclamado solenemente Mansa o rei dos reis ou imperador. Nasce, deste modo, um dos grandes impérios de África, que floresceram na Idade Média.
A vitória de Kirina favorece a economia. Depois dela, a agricultura desenvolve-se com o cultivo de arroz, favas, inhame, cebolas e do algodão. O imperador Sundiata controla o comércio na zona e também as minas de ouro do Gana.
No seu apogeu, este império abarcou grande parte da curva do rio Níger.
Tal como o nascimento, também a morte de Sundiata está envolvida de mistério. Segundo uma tradição, ele morre no decurso de uma cerimónia, trespassado por uma flecha. Outra tradição diz que morre afogado em circunstâncias inexplicáveis. O que se sabe é que falece por volta do ano 1255.

O império malinês

As origens do império do Mali remontam ao século VII. No início do século X, os Malineses impuseram a sua dinastia às outras comunidades e no século xi o seu rei converteu-se ao Islão, embora «a grande massa do povo continuasse na idolatria», como comentava um explorador em 1068.
Os descendentes de Sundiata tornaram-no esplendoroso no século XIV, graças, sobretudo aos feitos de Kanka Mussa, em cujo reinado o império se estende muito para fora das suas fronteiras.
Os seus sucessores não tiveram a mesma audácia e, a partir do século seguinte, muitos povos proclamaram independência e o Mali ficou reduzido a um território sem importância.
Na atualidade, os Malineses vivem quase de costas voltadas para este passado glorioso e a sua vida desenvolve-se em aldeias tranquilas.